Roteiro de leitura do capítulo “ENCANTOS PARA SEMPRE”, da obra “Como e por que ler os clássicos universais desde cedo”, de Ana Maria Machado


Alguns trechos esclarecedores prévios: de Ana Maria Machado, na mesma obra, p. 15:
“Clássico não é livro antigo e fora de moda. É livro eterno que não sai de moda.”
“O primeiro contato com um clássico, na infância e na adolescência, não precisa ser com o original. O ideal mesmo é uma adaptação bem-feita e atraente”.

Na p. 19-20:
“Muita gente fala em prazer da leitura, mas às vezes essa noção fica um pouco confusa. Claro, existe um elemento divertido, de entretenimento, em acompanhar uma história engraçada, emocionante ou cheia de peripécias. É uma das alegrias que um livro pode proporcionar – mas essa é apenas a satisfação mais simples, evidente e superficial. Há muito mais do que isso. Muito mesmo, como sabe qualquer leitor. (...)
(...) a leitura dos bons livros de literatura traz também ao leitor o outro lado dessa moeda: o contentamento de descobrir em um personagem alguns elementos em que ele se reconhece plenamente. Lendo uma história, de repente descobrimos nela umas pessoas que, de alguma forma, são tão idênticas a nós mesmos, que nos parecem uma espécie de espelho. Como estão, porém, em outro contexto e são fictícias, nos permitem um certo distanciamento e acabam nos ajudando a entender melhor o sentido de nossas próprias experiências. Essa dupla capacidade de nos carregar para outros mundos e, paralelamente, nos propiciar uma intensa vivência enriquecedora é a garantia de um dos grandes prazeres de uma boa leitura.”


Questões.

 

1. Qual a relação que se pode estabelecer entre autoria individual e os Contos de Fadas?

2. De acordo com a autora, na p. 75, por que as pessoas contam histórias?

3. Qual a posição da autora em relação às adaptações dos Contos de Fadas?

4. A partir da sua experiência docente, aponte como tem sido para você trabalhar com os contos de fadas na sala de aula.


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