DIMENSÕES DA PRÁTICA PEDAGÓGICA E CONCEPÇÕES EPISTEMOLÓGICAS
4ª e 5ª Semanas
14/09 a 25/09
Unidade 2 – Leitura do texto “Alfabetização e a pedagogia do empowerment político” de Henry Giroux e produção de síntese comentada destacando as principais idéias (de 2 a 3 páginas).
6ª e 7º Semanas
28/09 a 09/10
Unidade 2 – Leitura do texto “Alfabetização de adultos: ainda um desafio” de Regina Hara e participação no Fórum Temático para discussão das idéias consideradas relevantes pelos Grupos.
8ª Semana
13/10 a 16/10
Período de Recuperação
9ª Semana
19/10 a 23/10
AULA PRESENCIAL – Exibição do vídeo “A construção da leitura e da escrita do adulto na perspectiva freireana” a retomada de aspectos discutidos nos textos lidos sobre concepções de alfabetização e psicogênese da língua escrita.
10ª Semana
26/10 a 30/10
Unidade 2 – Leitura do texto “Jovens e adultos como sujeitos do conhecimento e aprendizagem” de Marta Kohl de Oliveira e produção de texto individual a partir de questões propostas.

 

Olá, pessoal!

          Nesta Unidade, discutiremos as dimensões da prática pedagógica e as concepções epistemológicas que podem nos auxiliar na produção de nossa ação junto à Educação de Jovens e Adultos.
          Nas entrelinhas do que se tem discutido sobre as potencialidades e limites do diálogo nos cenários e contextos sociais, ecoa uma certeza: é preciso ‘inaugurar’, nos mais diversos espaços, novas e múltiplas formas de comunicação. As razões dessa crença podem ser teoricamente referendadas em Paulo Freire e remetem àquilo que o diálogo pressupõe: uma interação que se articula a uma presença maior da emoção, de conversas, trocas e encontros em espaços escolares e não-escolares, da alegria e de tantas outras intensidades da vida. Elementos que, por sua vez, nos fazem compreender a tecitura das várias redes que compõem os cotidianos da escola e de seus sujeitos e entornos e, além disso, nos provocam a um diálogo teórico-prático e intercultural sobre o vivido que inclui, lembrando Freire, a ressemantização do ontem, a significação do hoje e a construção possível do amanhã. Ou seja, a busca de horizontalidades, de solidariedades e de contra-racionalidades, a produção de espaços de formação de consciências, de autoridade partilhada, de re-invenção do poder, de fluxo-refluxo da vida.
       Esperamos que a leitura dos textos indicados e a realização das atividades possibilitem uma experiência autêntica de diálogo com os limites e desafios que a EJA nos propõe em nosso país, destacando a necessidade de construção de esforços de reflexão conjuntos que, impregnados de dialogicidade, conduzam a um processo de “encarnação histórica” em que o/a homem/mulher conquiste a si mesmo e ao seu mundo, se autobiografando naquilo que faz e refaz, afastando-se de níveis de compreensão da realidade engasgados no que Freire (1983) designa como “captação mágica” e “captação ingênua”.
         Distanciamento que corresponde a uma apropriação da “situação-limite” no movimento de entrecorte do “inédito-viável”.
         A fim de melhor compreender as muitas concepções que nos acompanham na produção de uma prática pedagógica comprometida com a genteficação dos homens e mulheres nos seus movimentos de fazer e refazer o mundo, a cultura e a si mesmos, esta Unidade foi subdividida em 3 partes interrelacionadas. Essas subdivisões são apresentadas na Figura a seguir.