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Olá, pessoal!
Nesta Unidade, discutiremos as
dimensões
da prática pedagógica e as
concepções epistemológicas que podem
nos auxiliar na produção de nossa
ação junto à
Educação
de Jovens e Adultos.
Nas entrelinhas
do que se tem discutido
sobre as potencialidades e limites do diálogo nos
cenários
e contextos sociais, ecoa uma certeza: é preciso
‘inaugurar’,
nos mais diversos espaços, novas e múltiplas
formas
de comunicação. As razões dessa
crença
podem ser teoricamente referendadas em Paulo Freire e remetem
àquilo
que o diálogo pressupõe: uma
interação que se articula a uma
presença maior da emoção, de
conversas, trocas e encontros em espaços escolares e
não-escolares, da alegria e de tantas outras intensidades da
vida. Elementos que,
por sua vez, nos fazem compreender a tecitura das várias
redes que compõem os cotidianos da escola e de seus sujeitos
e entornos e, além disso, nos provocam a um
diálogo
teórico-prático e intercultural sobre o vivido
que
inclui, lembrando Freire, a ressemantização do
ontem,
a significação do hoje e a
construção possível do
amanhã. Ou seja, a busca de horizontalidades, de
solidariedades e de contra-racionalidades, a
produção de espaços de
formação de consciências,
de autoridade partilhada, de re-invenção do
poder,
de fluxo-refluxo da vida.
Esperamos que a leitura dos
textos indicados e
a realização das atividades possibilitem uma
experiência
autêntica de diálogo com os limites e desafios que
a EJA nos propõe em nosso país, destacando a
necessidade
de construção de esforços de
reflexão
conjuntos que, impregnados de dialogicidade, conduzam a um processo
de “encarnação
histórica” em que o/a homem/mulher
conquiste a si mesmo e ao seu mundo, se autobiografando naquilo
que faz e refaz, afastando-se de níveis de
compreensão da realidade engasgados no que Freire (1983)
designa como “captação
mágica” e
“captação ingênua”.
Distanciamento
que corresponde a uma apropriação
da “situação-limite” no
movimento de entrecorte do
“inédito-viável”.
A fim de melhor
compreender as
muitas concepções que nos acompanham na
produção
de uma prática pedagógica comprometida com a
genteficação
dos homens e mulheres nos seus movimentos de fazer e refazer o mundo,
a cultura e a si mesmos, esta Unidade foi subdividida em 3 partes
interrelacionadas. Essas subdivisões são
apresentadas
na Figura a seguir.
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